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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Heilsgeschichte: a escola teológica do Dr. Oscar Cullmann - Fichamento

GONÇALVES, Leonardo. Heilsgeschichte: a escola teológica do Dr. Oscar Cullmann. (Leonardo Gonçalves é pastor, professor de teologia sistemática e missionário batista em Piura no norte do Peru, sendo editor dos blogs teologia contemporânea e púlpito cristão)
A palavra alemã heilsgeschichte traduzida como história da salvação ganhou notoriedade nos escritos de Cullmann, o qual popularizou o termo no século vinte, apesar do significado do termo se remontar aos teólogos alemães do século dezenove, como J.C.K. Von Hofmann e Adolf Schlater.

Cullmann, por ocasião de sua heilsgeschichte, teve que interagir com as idéias de Barth e Bultmann. Contudo, manteve algumas perspectivas teológicas deste dois teólogos, mas ao mesmo tempo se desassociou desses homens, alegando que ambos assimilaram noções filosóficas estranhas que vieram a corromper a percepção da mensagem espontânea do NT.

As diferenças entre Cullmann e seus contemporâneos Barth e Bultmann, explica o porquê das suas idéias terem sido aceitas entre os evangélicos ocidentais. Os escritos de Cullmann foram menos dependentes do existencialismo e de outros pressupostos filosóficos, sendo mais dependentes da exegese bíblica do que a obra de Barth e Bultmann. Oscar Culmann ainda destacou a importância da história para a compreensão adequada da Bíblia, comungando com a teologia ortodoxa ao enfatizar na idéia central da salvação, de que Deus atua na história.

Num segundo momento o autor do ensaio nos traz os principais postulados deixados pela escola teológica heilsgeschichte, tais como: o tempo é algo no qual Deus atua para realizar a salvação do homem em Cristo; a revelação e a redenção divina estão baseadas em realidades históricas bem objetivas, e não em mitos levantados pela igreja, como afirma Bultmann; o dado básico da religião cristã passa a ser a história santa e a Escritura passa a ser apenas uma constante desse dado definitivo, e não uma realidade em si mesma; a ação central na história da salvação é a primeira vinda de Jesus Cristo como Salvador; as bênçãos da era vindoura começaram com a obra e o testemunho de Cristo, mas sua finalização está reservada para o tempo da segunda vinda, quando o Reino de Deus estará presente de modo pleno em todo o seu poder e glória; e, quanto à revelação, o interprete somente conhece a história quando se identifica com ela.

Na conclusão do estudo, o autor coloca que a forte insistência na salvação como um sucesso histórico centrado em Cristo, enfatizado por Cullmann, é muito útil como defesa apologética, além de refutar a contento o programa de desmitologização de Bultmann. Entretanto, o leitor evangélico deve ter sempre a idéia de que os pressupostos básicos de Cullmann são os de Barth e Bultmann, sendo que às vezes esses mesmos pressupostos são um embaraço para o exame e a compreensão da heilsgeschichte.

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